Ementa
Esta edição do Colóquio propõe três eixos temáticos, História das Instituições de Assistência na Iberoamérica, em que pretende atrair trabalhos que tenham como objeto de discussão a investigação acerca da história das instituições de assistência, constituídas por hospitais, clínicas, casas de saúde, sanatórios, instituições de isolamento, e demais espaços de atendimento e internação. Os estudos podem abordar o tema em sua relação com a arquitetura, o urbanismo e a história das ciências e da saúde, contidas no recorte geográfico da Iberoamérica e dos países de língua portuguesa. O Segundo eixo abordará o Patrimônio Cultural da Saúde, valorizando os bens culturais provenientes das práticas da área da saúde pública. Tais bens demandam indagações sobre o significado que possuem para os diferentes atores e grupos sociais, e como preservá-los. Tal como o patrimônio científico, o conjunto de bens da saúde é desconhecido, cujas dimensões merecem ser estudadas e debatidas. Dentre esses aspectos, destaca-se o fato de a experiência cultural na saúde ser, necessariamente, multifacetada e multidimensional, por envolver o sofrimento individual e coletivo, por um lado, e, por outro, envolver as expectativas de cada indivíduo diante do tempo, da vida e do mundo, ao mesmo tempo em que tem a capacidade de representar as lutas e conquistas coletivas em direção a melhores condições de existência. É imprescindível, portanto, promover os meios para a expressão cultural, o registro, a preservação, a difusão e atualização permanente dessa experiência histórica comum. Por fim, o eixo temático 03, Renovação tecnológica nos Espaços Assistenciais, abordará os espaços de saúde, notadamente os hospitais, que estão em permanente renovação tecnológica para a sua manutenção enquanto local de atendimento e assistência. Para os profissionais de arquitetura hospitalar esse tema tem sido um dos mais recorrentes. Para os historiadores da saúde e para os agentes do patrimônio cultural, este tema suscita reflexão sobre a relação entre o uso e a preservação. Para um hospital continuar sendo útil ao que foi demandado para sua construção, os profissionais de projeto devem apostar na tecnologia em detrimento da conservação de seu projeto original? Por outro lado, os defensores do patrimônio devem lutar pela preservação das características arquitetônicas originais que justificaram a relevância de seu projeto para a história da arquitetura, e rever seu uso? Como conciliar tais desafios? O diálogo é necessário e cada vez mais urgente. Evento em sistema de Call for Papers.