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Escrevivências em Saúde Mental - Formação de Facilitadores - Trabalhadores da saúde
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Apresentação

A metodologia das Escrevivências, inspirada no conceito desenvolvido por Conceição Evaristo, constitui uma potente estratégia para promover escuta qualificada, valorização das histórias de vida, fortalecimento dos vínculos e produção de memória coletiva nos territórios.

Ao longo dos últimos anos, a Todas Juntas, empresa formada por Tatiana Natalino Vilches e Juliana Aureana Leal, desenvolveu experiências de implementação dessa metodologia em diferentes contextos do Sistema Único de Saúde, utilizando as narrativas de vida como dispositivo de cuidado, participação social e educação permanente. Mais do que uma técnica de escrita, a metodologia propõe processos de encontro, escuta, acolhimento e construção coletiva de sentidos, reconhecendo que cada história narrada fortalece sujeitos, comunidades e equipes.

Esta formação foi construída para preparar profissionais do SUS de diferentes áreas e níveis de formação para atuarem como facilitadores da metodologia das Escrevivências em seus próprios territórios, respeitando as especificidades culturais, institucionais e comunitárias de cada contexto. Ao final da capacitação, espera-se que os participantes sejam capazes de planejar, conduzir e adaptar grupos de Escrevivências, utilizando princípios éticos, técnicas de condução grupal e ferramentas de escuta qualificada para fortalecer práticas de cuidado e participação social. Mais do que transmitir conteúdos, esta formação pretende constituir uma rede de facilitadores comprometidos com a valorização das narrativas, da memória e dos saberes produzidos no cotidiano dos serviços e das comunidades.


OBJETIVO

Essa formação em Escrevivências em Saúde Mental tem o objetivo de qualificar profissionais para planejar, conduzir e implementar grupos de Escrevivências em diferentes contextos de atuação, utilizando narrativas de vida como estratégia de cuidado, educação permanente e fortalecimento dos territórios.

OBJETIVO EDUCACIONAL

Ao final da formação, espera-se que  os trabalhadores possam facilitar rodas de escrevivências em seus territórios de atuação, tanto com seus colegas de trabalho, quanto com os cidadãos assistidos. Assim, espera-se que os egressos possam:

1) compreender os fundamentos das Escrevivências;

2) reconhecer o potencial das narrativas de vida como estratégia de cuidado;

3)desenvolver habilidades de escuta qualificada; conduzir grupos utilizando princípios éticos e participativos; manejar situações complexas durante os encontros;

4) adaptar a metodologia às diferentes realidades do SUS;

5)elaborar um plano de implementação para seu território.